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15 abril 2011

DEZEMBRO 1960 - CONTROLE AMERICANO NA 'ONU'

Em " Século Ilustrado " de 24 Dezembro de 1960.
A leitura desta noticia requer a descodificação necessária, visto ter sido publicada no auge do fascismo e consequente controle da informação em Portugal.


04 abril 2011

SINAIS DO 16 Março 1974

Nove dias após as Comissões Executiva e Consultiva dos Combatentes do Ultramar – que há alguns meses haviam realizado um Congresso no Porto, com conhecidas repercussões políticas – terem enviado um telegrama de apoio à política defendida e reafirmada por Marcelo Caetano no seu último discurso na Assembleia Nacional, uma representação de oficiais generais dos três ramos das Forças Armadas deslocam-se a S. Bento, para afirmarem ao presidente do Conselho o seu apoio à política ultramarina do governo. O general Paiva Brandão justifica a presença daquela representação afirmando:

‘’ As Forças Armadas não fazem política, mas é seu imperioso dever, e também da nossa ética, cumprir a missão que nos for determinada pelo governo legalmente constituído ‘’.

E concretizando esta declaração de princípios, adianta: ‘’ A corporação militar, independentemente das armas em que se diversifica, constitui uma organização coerente e harmónica, pronta a cumprir a missão que lhe é determinada. A lealdade e a disciplina são atitudes fundamentais que o militar não poderá deixar de manifestar nas suas relações hierárquicas ‘’.

Em resposta, o Prof. Marcelo Caetano – numa alusão indirecta a questões particularmente prementes – declara:

‘’ O chefe do governo escuta e aceita a vossa afirmação de lealdade e disciplina. A vossa afirmação de que as Forças Armadas não só não podem ter outra política que não seja a definida pelos poderes constituídos da Republica, como estão, e têm de estar, com essa política quando ela é a da defesa da integridade nacional. ‘’.
‘’ Não precisava eu de ver reiterada a afirmação desses princípios, porque sei que são os vossos, mas é necessário que o País o saiba também ‘’.


O chefe do governo conclui em tom categórico:
‘’ O País está seguro de que conta com as suas Forças Armadas. E em todos os escalões destas não poderão restar dúvidas acerca da atitude dos seus comandos ‘’.

É divulgado o despacho que exonera os generais Costa Gomes e António Spínola dos cargos de chefe e vice-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.
Um outro despacho nomeia o general Joaquim da Luz Cunha, antigo ministro do Exército entre 1962 2 1968 e ultimamente comandante chefe das Forças Armadas em Angola, para suceder ao general Costa Gomes.
O general Spínola tomara posse do cargo de vice-chefe do Estado Maior General das Forças Armadas em 17 Janeiro 1974.
 

19 março 2011

AUTISMOS - por Fernanda Câncio







Na terça-feira, o PR fez um discurso em que apresentou os soldados da guerra "do Ultramar" como exemplo, pela sua "coragem, desprendimento e determinação", para os jovens de hoje. A coragem, o desprendimento e a determinação de quem era obrigado, num regime ditatorial, a ir para uma guerra condenada pela ONU. O discurso inclui ainda uma saudação "de especial apreço" aos "militares de etnia africana que lutaram ao nosso lado" - vincando assim a divisão clara que existe na cabeça de Cavaco entre "nós", os "brancos" (de etnia europeia?!), portanto os portugueses, e os negros, que teriam então, de acordo com tal lógica, lutado do lado que não era o deles.
Qualquer que seja a opinião sobre o que Cavaco disse - sendo infelizmente possível que muita gente aplauda - é inegável ser a primeira vez que um PR da democracia apresenta a guerra colonial como uma gesta a imitar, e assume tão claramente o seu racismo (não há outra palavra, e tenho mesmo pena). Mas durante todo o dia ninguém nas TV, rádio e jornais online parece ter-se dado disso conta. A maioria das notícias que veicularam o discurso tinham aliás como título referências à actual crise política e ao facto de o PR não a comentar. Este silêncio noticioso explica em parte a quase total ausência de reacções institucionais (excepção para o BE, com Louçã a escrever uma crítica contundente no Facebook). As primeiras peças sobre o assunto só surgiriam na quarta - e isso apesar de desde o início da tarde de terça blogosfera, Twitter e Facebook terem explodido em censuras ao discurso.
Muito há a dizer sobre o que Cavaco disse; mas por mais grave que seja, e para mim é, a gravidade do autismo jornalístico assim exposto surge-me bem pior. Alheios a tudo o que não seja a superficialidade artificial da guerrilha político-partidária, os jornalistas são cada vez mais incapazes de perceber o que vêem e ouvem. Vão para os sítios com guião: "Vê se ele comenta não sei quê/responde a não sei quem." Pensamento zero. Interpretação e reflexão, nada. E isso, é preciso dizê-lo, contamina a actividade política e a sociedade em geral. Explica em parte que, perante mais um pacote de medidas gravosíssimas que incluem, incrivelmente, o congelamento das pensões mais baixas, não tenhamos tido, da parte do Executivo, uma fundamentação, quantificada e justificada (Quanto vale esse corte? Por que raio se corta aí e não noutro lado?) dessa proposta; explica que na sua entrevista o PM não tenha sido questionado sobre tal.
Não explica, claro, que não tenha ele próprio percebido que era sobre isso, e não sobre o que o PSD faz ou deixa de fazer, que o queríamos ouvir; não explica que não tenha começado por assegurar aos portugueses que entende a sua revolta e amargura (expressas nas manifs de sábado) e as tem em consideração.
É uma escolha, isto de fazer da política uma bulha de sound bites, insultos, perdigotos e claques. É isso que queremos?

( com a devida vénia e créditos, a transcrição do publicado no "Diário de Noticias" em ´Opinião´ , da autoria de Fernanda Câncio. 18 Março 2011 )

06 março 2011

MOÇAMBIQUE - A PIDE EM 1974


( Em boletim da AEPPA 'Associação de Ex-presos Politicos Antifascistas' de Setembro de 1974 )

26 fevereiro 2011

"OS BRANDOS COSTUMES" Sobre a guerra colonial

X X X X
X X X X

( Publicado no "Jornal do Barreiro", de 11 Fevereiro 2011.
  C/ os créditos e devido reconhecimento )
Ps. recorte facultado por Ilidio Coelho

06 dezembro 2010

Carlucci - Embaixador americano desmascarado em Portugal

( Em 'Diário de Noticias' Nov. 1975 )


"O proprietário do Grupo Carlyle, Frank Carlucci, tornou-se «o homem que é necessário conhecer» em Washington. Senta­‑se, com efeito, no conselho de administração de numerosas sociedades e influi notavelmente sobre a política externa e de defesa dos Estados Unidos. De Kinshasa à Tanzânia, passando pelo Brasil e Portugal, foi implicado em vários golpes de Estado. É, ainda hoje, o alter ego de Donald Rumsfeld com quem compartilhou o seu quarto de estudante e conduziu toda a sua carreira na CIA, no Conselho Nacional de Segurança, no Pentágono e nos negócios.


...De 1969 a 1974, Carlucci foi afectado a Washington em diversas administrações. Primeiro no Gabinete das Oportunidades Económicas (OEO) da Casa Branca. A pedido do presidente Nixon, o seu amigo Donald Rumsfeld acabava de tomar a direcção demitindo­‑se da Câmara dos Representantes [7], ele tornou-se o assistente. Seguidamente, Carlucci foi nomeado subdirector do Gabinete do Pessoal e do Orçamento (OMB) quando Rumsfeld foi encarregado do Programa de Estabilização Económica [8]. Trabalhou então sob a autoridade de Caspar Weinberger, que seguiu, em 1973, para o departamento da Saúde, da Educação e do Bem-estar, mas conservou ligações com Donald Rumsfeld que deixou Washington para se tornar embaixador na NATO.

Em 1974, Henry Kissinger inquietou-se com a evolução de Portugal. Jovens oficiais acabavam de libertar o país da ditadura de Salazar durante a “revolução dos cravos”. O poder deslizava lentamente para a extrema esquerda do governo militar. Ora, Portugal, com nomeadamente os Açores, era indispensável à NATO. O general Vernon Walters, que se tinha tornado subdirector da CIA, pôs em evidência a incapacidade do embaixador dos Estados Unidos em Lisboa de opor-se ao perigo. Com Donald Rumsfeld, que se tinha tornado director de gabinete do presidente Gerald Ford, convenceu Kissinger a escolher Frank Carlucci para retomar a situação em mão e fê­‑lo nomear novo embaixador em Lisboa. Chamou a si imediatamente os seus antigos colaboradores da CIA no Brasil e fez mesmo vir 80 agentes dos serviços brasileiros. A operação foi frustrada in extremis pelo governo português. Na rádio nacional, Otelo Saraiva de Carvalho, líder histórico da revolução, instou o embaixador dos EUA a deixar o país o mais rapidamente possível [9]."

Amigo pessoal de Donald Rumsfeld, aquele da guerra do Iraque, lembra-se?
Uma vida com muita "história" vêr em  http://infoalternativa.org/usa/usa037.htm

Comunicação Social - Nov 1975

 Ao seviço da direita, é atacada em todas as frentes, o meio mais poderoso do povo português.
A Comunicação Social, que antes sempre tinha contribuido para o obscurantismo do País.
Agora atrapalhava os verdadeiros objectivos, dos falsos progressistas e dos "democratas" de última hora.




( Em 'Diário de Noticias' - 8 Nov. 1975 )

25 novembro 2010

Ainda as falácias sobre o 25 Nov. 1975

"E se o “Diário de Notícias” fosse um jornal sério?"

É mais que conhecido as mentiras, deturpações, intencionais ou não, que teem sido escritas e ditas sobre o 25 Novembro de 1975.
Alguns escritos, são mesmo "primorosos", como o caso do Diário de Noticias de hoje.
Então vejamos como o João Alferes Gonçalves (jornalista) desmonta a historinha do DN.:

Câncro colonial português

09 novembro 2010

Audiências - 17 Abril 1974

Escrevia o "Comércio do Funchal" sob aquele título e naquela data:

  "De entre as individualidades recebidas, em audiência, na última semana pelo Chefe de Estado no Palácio Nacional de Belém, salientamos:
  Dia 3 - Contra-Almirante Henrique Tenrreiro e Dr. César Moreira Baptista, ministro do Interior.
  Dia 4 - Ministro do Exército, General Andrade e Silva.
  Dia 5 - Ministro da Defesa Nacional, prof. Silva Cunha e Prof. Marcelo Caetano.
  Dia 8 - General Mário Silva, comandante-geral da Guarda Fiscal"

A insegurança instalava-se e o sistema tremia.