16 outubro 2010

Chile - Portugal


Militantes de esquerda chilenos, informando sobre situação no Chile (1975/76) Lisboa.
Foto de Carlos Filipe

15 outubro 2010

Serv. de Transmissões e Alerta da Legião Portuguesa


Este serviço da Legião Portuguesa, era um serviço de vigilância e informação, das comunicações de rádio interceptadas, incluindo as dos radioamadores e serviços privados.
A ligação com a PIDE-DGS era estreita.
p.s. repare no carimbo do canto superior esquerdo.

Para os que fingem não saber

14 outubro 2010

Sobre o Relatório de Henrique Galvão - 1947

Henrique Galvão depois de ter desviado o paquete Stª Maria, com mais 24 homens armados. O assalto causou um morto e três feridos entre passageiros e tripulação. Henrique Galvão conseguiu desembarcar os passageiros no Recife e o Presidente do Brasil, Jânio Quadros concedeu-lhe asilo político. A operação "Dulcineia" saldou-se por uma denúncia internacional da natureza ditatorial e antidemocrática do Estado Novo. Em Jornal "Diário de Notícias"

Sobre o Relatório de Galvão de 1947 (*1)

   “A miséria indiscritível das condições dos angolanos foi continuamente trazida ao conhecimento do Governo português, mas nada se fez senão reformas no papel. Em 1947, o Capitão Galvão, deputado de Angola à Assembleia Nacional Portuguesa e Inspector principal dos territórios ultramarinos, sob pedido do Governo português examinou essas condições e apresentou um relatório. Galvão foi nomeado porque o Governo português esperava que um ardoroso partidário do Governo fizesse um relatório falso que pudesse ser entregue nas Nações Unidas ou algures. Com efeito, o Capitão Galvão ficou de tal modo escandalizado com o que viu em Angola que mudou de opinião política e fez um relatório correcto e imparcial do que se passava nas possessões portuguesas do ultramar. Como se pode imaginar, o Governo português fez todo o possível por suprimir esse relatório e o Capitão Galvão foi preso pela audácia de ter dito a verdade. Recentemente escapou-se de Portugal para entrar na luta de forma dramática, conduzindo um grupo de 30 homens e apoderam-se do Santa Maria.
   Uma das maiores críticas que Galvão fez ao regime é o seu palavreado. Em teoria e no papel aboliu o trabalho forçado de que se aproveitavam firmas privadas e certas pessoas. Na prática o trabalho forçado aumentou. Descreve como em Angola, aberta e deliberadamente, o Estado tem o papel de agente recrutador e distribuidor de mão-de-obra por conta de um bando de colonos que escrevem ao departamento de Assuntos Indígenas a pedir um “aprovisionamento de trabalhadores”!  Esta palavra “aprovisionamento” é empregue indiferentemente para mercadorias e homens.  A existência de escravatura não lhe levanta dúvidas.  E cito as suas palavras:  “De uma maneira a situação é pior do que a escravatura simples, porque no tempo da escravatura o proprietário depois de comprar o escravo como um animal, trata-o bem como a um cavalo ou boi. Aqui o indígena não é comprado, é alugado pelo Estado ainda que seja considerado um homem livre e o seu patrão importa-se pouco que ele caia doente, que morra no trabalho, porque quando isso acontece requisita outro”.
   Sustenta estas opiniões com estatísticas escandalizantes mostrando que em certos casos a taxa de mortos é de 40% entre os trabalhadores forçados.
   Um trabalho forçado deste teor só se pode manter graças a uma extrema brutalidade exercida pelas autoridades portuguesas e os próprios patrões.  A situação piorou recentemente com a introdução de grande número de colonos.
   O estado precário da economia portuguesa na Metrópole faz com que seja necessário para Portugal exportar a sua própria miséria e compensar os seus cidadãos com trabalho que não pode fornecer na Metrópole, destruindo as populações africanas das colónias fornecendo aos portugueses que para aí emigram terra e mão-de-obra barata”

      (*1)      (Kwame Nkrumah, LE RAPPORT  DE  GALVÃO, in Présence Africaine, 3º trimestre, Paris, 1962)

Rádio Burkina Faso



13 outubro 2010

Dr. Domingos Arouca - Moçambique

Colecção BEZERRO D´OURO - Porto 1972 (edição do autor).

Prefácio:  " Domingos Arouca - condenado a quatro anos de prisão maior - , encontra-se na cadeia há mais de sete.  Preso e julgado em Moçambique, expia a condenação a milhares de kilómetros dos seus - na Metrópele.
   O degredo já não existe nas leis portuguesas. Mas existe para Domingos Arouca. Para ele e tantos outros negros - como ele.
   Domingos Arouca é advogado. Formou-se em direito, ensinado em Lisboa. Que direito se ensina em Lisboa? Que direito se decreta em Lisboa? Qual é em suma, o direito de Lisboa?
   Qual será?
   Domingos Arouca - moçambicano, negro e amigo -, qual será? "

                                                      (Francisco Salgado Zenha)

Cabo-dos-trabalhos

Cabo Espichel, eu e meus amigos no ano de 1976. Seja bom observador da evolução histórica.
Em 2010 Agosto, a passear com meu neto (9 anos) e ao fim de trinta e quatro anos.

Entrada da pequena Igreja. Bem assinalado as respectivas proibições. Transpondo a porta e no interior da mesma, uma pequena banca a onde se vende tudo que é 'recordação'.

A profunda dúvida !  Protecção do tesouro ou preservação da identidade do negócio, havendo tanto espaço no exterior para o instalar.

10 outubro 2010

Menino de sua Mãe

Menino amigo da Guiné Bissau

Sejas quem fores hoje, estejas onde estiveres, recebe um abraço do tamanho do Mundo, pela companhia que me fizeste, pela tua alegria com que desviavas meus pensamentos. Guiné Bissau - Galomaro 1971.

Procura-se um subversivo

Criado por jovens do Porto - 1969

09 outubro 2010

Para não esquecêr


 Rua António Maria Cardoso - Lisboa   (edificio renovado). Fotos "livres" do editor.