03 março 2011

PORTUGAL (Nato) Introdução 1956

PREPARATIVOS DO 25 NOVEMBRO

"LUSITANIA" (Agência Noticias) - NEOCOLONIALISMO DOS GOVERNOS



UMA FOLHA DE CALENDÁRIO - Março





O 1º MINISTRO ENCONTROU VOCAÇÃO

MURAL NA CIDADE DA AMADORA - 2

BERNADETTE DEVLIN - Irlanda do Norte









" Nós não procuramos a todo custo a reunificação da Irlanda. Para nós, o Governo de Dublin vale mais do que o de Belfaste. O que nós procuramos é a justiça. É por isso que é necessário acabar com o Governo de Belfast, que desde há cinquenta aqnos só se preocupa com uma coisa: fazer a felicidade dos protestantes em detrimento dos pobres, quer estes sejam católicos ou protestantes ".

( Declaração tambem feita nos E.U.A em 1969 de Bernadette Devlin)

GLOSSÁRIO:

De Valera, Eamonn - Nasceu em 1882, em Nova Iorque. Filho de pai espanhol e mãe irlandesa, foi educado na Irlanda. Participou na Revolta da Páscoa (1916), comandando um batalhão de voluntários. Capturado pelos ingleses, foi condenado à morte, não chegando a ser executado devido às suas ligações com os EUA.
Preso ainda mais duas vezes, funda o Fianna Fáil e acaba por ser primeiro ministro e presidente da República da Irlanda.


Devlin, Bernadette - Deputada no Parlamento britânico aos 22 anos, é considerada uma nova Joana d'Arc pelos católicos de Ulster, e uma enviada do Diabo pelos protestantes irlandeses. Condenada a seis meses de prisão (foi considerada culpada por incitamento à violência), começou a cumprir em 27 de Junho de 1970.


Domingo Sangrento - Irlanda , 30 de Janeiro de 1972, em que morreram 13 civis na cidade de Derry.



( Fontes: " Publicações Dom Quixote ", Carlos  Filipe, e Net )

28 fevereiro 2011

FERREIRA DE CASTRO

A maior parte do romance "A SELVA", Ferreira de Castro narra a difícil vida dos seringueiros que eram (e não são actualmente?) sepultados vivos na selva.

Pessoas humildes, analfabetas e muito pobres, o seringueiro aceitava que lhe pagassem a viagem em troca de, depois de instalado, ir pagando com a borracha extraída. No entanto este era o início do esquema que levava o seringueiro a ficar totalmente dependente do patrão acabando por cair na escravidão. No seringal, ele era obrigado a comprar tudo o que consumia e necessitava ao patrão (nada mais havia do que kms e kms de floresta cheia de perigos) e via o preço da borracha, que tão dificilmente extraia, ser-lhe pago de uma forma miserável. Ou seja, era explorado e dessa forma a sua conta corrente ia aumentando e nunca mais conseguia pagar o que devia.


Ferreira de Castro expõe essa relação desonesta entre patrão e seringueiro, demonstrando a exploração e a escravatura encoberta.

”como podia ser, como podia ser que as vítimas saboreassem também o papel de algoz? De que sórdida matéria era formada a alma de alguns homens, que gozavam em castigar a desgraça alheia, mesmo quando era igual à deles?”


As datas da placa:

1898.Maio.24 - Nasce em Salgueiros, Ossela, Oliveira de Azemeis.
1911.Janeiro.07 - Embarca em Leixões rumo a Belém do Pará (Brasil).
1930.Maio.30 - Morte da sua companheira. Ano da Publicação de "A SELVA", que foi escrita de... 9 de Abril a 29 de Novembro de 1929, em plena Amazónia.
1974.Junho.29 - Morre, no Hospital de Santo António, no Porto.
1988 - Ano da Homenagem ao romancista português mais traduzido e lido em todo o Mundo.
Em 31.Maio.75 os restos mortais de Ferreira de Castro são sepultados numa encosta da Serra de Sintra, a caminho do Castelo dos Mouros, cumprindo-se a sua vontade.
(*) Em Junho de 1984 estive sentado no banco, em pedra, onde Ferreira de Castro escrevia e contemplava a paisagem poética da Serra de Sintra e seus arredores.
(*) colaboração de António Tavares

26 fevereiro 2011

"OS BRANDOS COSTUMES" Sobre a guerra colonial

X X X X
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( Publicado no "Jornal do Barreiro", de 11 Fevereiro 2011.
  C/ os créditos e devido reconhecimento )
Ps. recorte facultado por Ilidio Coelho

RÁDIO RENASCENÇA 1974/75 - Noticiários 2


Os 'comunicados' de todo o tipo eram em grande número, uns atráz dos outros, mais agências noticiosas (poucas na época).
O desgaste dos locutores começava a tornar-se evidente, porque a par das suas actividades como profissionais, havia a nossa própria luta e o empenho de manter a emissora ao serviço do povo português.
E não menos importante, continuar a defesa do Centro Emissor, que viria a ser destruido à bomba militarmente, para poucos dias depois poder acontecer o 25 de Novembro.
Vozes de: Margarida Angela e Ricardo Saló.